O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que os Estados Unidos praticaram espionagem industrial contra o Brasil. A partir do momento em que estão fazendo escuta e monitoramento de dados de políticos brasileiros, inclusive da presidenta da República, e de empresas como a Petrobras, isso não tem nada a ver com a segurança dos Estados Unidos, isso é espionagem industrial, disse.
O ministro disse acreditar que as ações não têm respaldo na legislação americana. É tentativa de obter informações que, na minha opinião, nem mesmo com a legislação que os Estados Unidos têm, que legitima a atividade de espionagem, isso é ilegal. A lei americana não prevê esse tipo de coisa, acrescentou antes de fazer palestra no encontro da Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid).
É evidente que se um país faz monitoramento de informações, atividades de inteligência, para se defender de eventuais ataques, principalmente se defender de ataques terroristas, com a história que têm os Estados Unidos, o mundo inteiro acha isso uma coisa razoável, ponderou sobre os limites que seriam considerados legítimos.
Bernardo avaliou que o adiamento da visita que a Presidenta Dilma Rousseff faria aos Estados Unidos em outubro era a única resposta possível, porque o governo americano não respondeu satisfatoriamente às denúncias. O que o presidente [dos EUA, Barack] Obama deveria ter feito é dizer: Foi errado. Nós vamos redirecionar, readequar isso. Infelizmente, isso não aconteceu. Eu acho, então, que não tinha alternativa [além de adiar a visita], ressaltou.
O ministro disse que o governo está pensando em formas de reforçar a proteção contra ações de espionagem. Nós temos que reforçar os nossos investimentos em redes mais seguras, disse durante a palestra. Entre as ações, Bernardo destacou o lançamento de um satélite previsto para o final de 2015. A ideia é usar o satélite para as comunicações estratégicas do Ministério da Defesa e das Forças Armadas. E, também, para fazer provimento de banda larga nas regiões mais distantes, explicou.
Fonte: Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil


















