Brasília – A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 100,999 bilhões em outubro, o melhor resultado mensal de 2013 e um recorde para o período. Segundo dados divulgados ontem pela Receita Federal, o valor também equivale a um crescimento real de 5,43% em relação a 2012. Já no acumulado no ano, a sociedade brasileira pagou R$ 907,445 bilhões em Tributos, o que significa uma alta real de 1,36% sobre 2012 e um recorde para o período entre janeiro e outubro.
O secretário adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes, afirmou que o bom desempenho de outubro reflete um aumento do lucro das empresas em 2013. Ele explicou que as companhias que recolhem o Imposto de Renda (IR) e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) pela estimativa mensal já estão ajudando a reforçar as receitas, graças à melhoria em seus resultados.
LUCRO DAS EMPRESAS AJUDA
Entre janeiro e outubro, o recolhimento do IR de empresas e da CSLL atingiu R$ 161, 138 bilhões, com alta de 3,34% sobre 2012. Mas o tributo que mais reforçou o caixa do governo foi a receita previdenciária, com R$ 265,467 bilhões, aumento de 3,05%. Já a arrecadação do PIS/Cofins foi de R$ 200,398 bilhões, o que equivale a uma alta de 2,8% sobre o ano passado.
– Podemos afirmar que tivemos um mês de outubro multo bom. O principal fator foi a lucratividade das empresas. Os resultados sistematicamente positivos ao longo do ano se refletiram na arrecadação – disse Nunes. Segundo ele, o bom resultado de outubro deve se repetir em novembro e dezembro. Mesmo assim, a Receita mantém sua expectativa de crescimento entre 2,5% e 3% para o desempenho da arrecadação em 2013, sendo que o cenário mais provável é de 2,5%:
– Para que se consiga um crescimento de 2,5% na arrecadação do ano, temos expectativa de que o resultado de outubro se repita em novembro e dezembro. O secretário adjunto ressaltou, no entanto, que a previsão não inclui o que o governo espera arrecadar com os novos programas de parcelamento de dívidas tributárias e com a reabertura do Refis da Crise.
Embora a Receita já tenha informado que esses programas resultarão em uma arrecadação extraordinária de até R$ 12 bilhões este ano, Nunes disse que esse número ainda não pode entrar na conta: – A previsão não inclui nenhum valor relativo a programas de refinanciamento de dívida.
O que vier com esses programas na arrecadação é um plus.
Não podemos contar com programas que envolvem a adesão voluntária de contribuintes. O
resultado recorde no ano foi obtido mesmo com as desonerações concedidas pelo governo para estimular a economia. No acumulado do ano, elas somam R$ 64,350 bilhões, o que representa um aumento de 74,87% em relação ao mesmo período do ano passado.
O secretário adjunto admitiu que as desonerações realizadas pelo governo afetaram a arrecadação, mas destacou que elas foram adotadas num momento de crise e tiveram um papel importante para preservar empregos e proteger os negócios das empresas. Se as desonerações não tivessem sido adotadas, a arrecadação.
O GLOBO – RJ | ECONOMIA


















