Com a emissão líquida no mês de outubro, a Dívida Pública Federal (DPF) subiu em 1,69%, para R$ 2,022 trilhões, o que representa cifra recorde na série história iniciada em 2006.
O valor, no entanto, ainda está abaixo do planejado pelo próprio Tesouro Nacional, já que o Plano Anual de Financiamento (PAF) prevê que a DPF deve oscilar entre R$ 2,1 trilhões e R$ 2,24 trilhões em 2013. De acordo com o coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, a dívida deve estar dentro dessa banda até o fim do ano.
E essa conta deve subir ao menos em mais de R$ 20 bilhões, conforme é esperada uma emissão de títulos em favor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) até o fim do ano, conforme o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo Garrido, tem que ter uma Medida Provisória autorizando a operação.
Os dados do Tesouro também mostram que a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) teve seu estoque ampliado em 1,91%, para R$ 1,933 trilhão.
Dos R$ 40,7 bilhões emitidos no mês, as colocações em mercado somaram R$ 36 bilhões e as colocações diretas responderam por R$ 2,9 bilhões – sendo R$ 2,35 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). No período, foram resgatados R$ 25,46 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 15,26 bilhões.
O custo da dívida interna teve leve alta de 0,04 ponto percentual, ficando em 10,64% ao ano em outubro. Já o custo da DPF caiu, passando de 10,97% ao ano em setembro para 10,93% ao ano no mês passado. A retração é resultado do menor custo da dívida externa, que captou a desvalorização do dólar no mês.
Já o custo médio das emissões subiu 0,42 ponto, passando para 9,4% ao ano em outubro.
Depois de três meses consecutivos de recordes, a participação do estrangeiro na dívida interna caiu. A fatia cedeu de 17,2% em setembro para 16,9% no mês passado. O estoque ficou praticamente estável, subindo de R$ 326,77 bilhões em setembro para R$ 326,96 bilhões em outubro.
De acordo com Garrido, o não residente efetuou uma rotação de carteira, vendendo papéis de curto prazo e comprando ativos com vencimento mais dilatado.
Isso é positivo para a dívida pública na medida em que melhora o perfil do endividamento, com vencimentos mais longos. Esses investidores estão vendo que as taxas, no momento, para títulos prefixados de longo prazo da dívida pública brasileira são bastante atraentes , disse.
Dentro desse contexto, Garrido destacou a venda em mercado, no mês de outubro, de R$ 8,2 bilhões em NTN-Fs, títulos prefixados com vencimento longo, entre 2019 e 2023. Tal volume é o maior desde agosto de 2010.
Agora em novembro, as indicações dadas pelos dealers do Tesouro Nacional sobre a participação de estrangeiros na dívida não estão claras, com indicações de compra e troca de títulos.
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