A tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) que entrará em vigor em 2014 tem uma defasagem de 60%, segundo cálculos divulgados nesta quinta-feira pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). A conta considera a diferença entre os valores efetivos e aqueles que constariam da tabela caso ela tivesse sido corrigida pela variação integral da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No entanto, enquanto a inflação deverá atingir cerca de 5,8% neste ano, a correção a ser aplicada à tabela será de 4,5%. Segundo avaliação da entidade, isso trará prejuízo ao contribuinte. Uma correção menor do que a inflação significará, na prática, que o Leão estará mordendo uma proporção maior da renda do contribuinte. Questionada, a Receita Federal não comentou o cálculo.
O Sindifisco elaborou um projeto de lei, que tramita na Câmara dos Deputados com o número 6.094/13, que manda corrigir a tabela do IRPF em 5%, acrescida da variação do rendimento médio do trabalhador apurada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), no período de 2015 a 2024. Depois disso, os 5% sairiam da conta. Se a fórmula proposta pelo sindicato fosse aplicada em 2014, a faixa de isenção ficaria em R$ 2.750, aproximadamente. Em vez disso, ela foi fixada em R$ 1.787,77. Hoje, o limite está em R$ 1.710,78.


















