A APAFISP – Associação Paulista dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil esteve presente por seu Presidente Ariovaldo Cirelo, na última quarta-feira (05), em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) em Brasília (DF), para marcar o lançamento da Campanha Salarial Unificada 2014, 13.
Com o slogan Sem o Nosso Time, o Brasil Não Entra em Campo, mais de 1,5 mil servidores públicos federais realizaram Ato Público em frente ao Ministério do Planejamento para reivindicar melhores condições de trabalho e de salário para os trabalhadores do serviço público federal. “Num ato muito representativo, os servidores conseguiram uma reunião pelo Ministério do planejamento e Gestão (MPOG)”.
O secretário de relações de trabalho do MPOG, Sérgio Mendonça, recebeu representantes de lideranças dos trabalhadores do serviço público. “Além de lançar a nossa campanha salarial, a categoria defende a antecipação da parcela dos 15,8% de reajuste acordado em 2012 para ser pago em três parcelas, mas a inflação já engoliu esse percentual”, acentua JP.
O Presidente da APAFISP, Ariovaldo Cirelo, manifestou-se em prol da classe. “A categoria alimenta uma mágoa desde 2012, devido à falta de negociação entre as entidades sindicais e o governo que, segundo os servidores federais, de maneira ‘ unilateral e arbitrária’, divulgou reajuste de 15,8% em três anos e impôs a condição de que ‘era aquilo ou nada’”, reclama Cirelo.
Sendo assim, foi amplificada pela situação inflacionária do país que, ao ultrapassar os 6% ao ano, está acima do reajuste do governo que corresponde a pouco mais de 5% anuais.
Tal “situação provoca, inevitavelmente, uma perda do poder aquisitivo do trabalhador do serviço público”. Além de não ter reposto os mais de 30% de inflação corroída dos Salários.
Os servidores têm pressa porque neste ano há uma particularidade e “por causa da eleição o Executivo Federal tem até o dia 5 de abril para negociar um novo reajuste”, ressalva Cirelo. Por isso, o protesto dos servidores públicos federais ganha em importância.
Os representantes das Entidades apresentaram uma pauta de reivindicações ao Ministério do Planejamento, este afirmou que o governo irá responder, por escrito, toda a pauta protocolada.
Representantes do movimento cobraram do “governo uma agenda propositiva que garanta a negociação de fato, e que não é admissível que o governo não dialogue como as entidades porque temos propostas em todas as áreas do governo federal, numa lógica classista e não privatista que infelizmente o governo defende e implementa”.
Foram apresentadas as seguintes reivindicações ao governo:
– Política salarial permanente.
– Paridade entre ativos, aposentados e pensionistas.
– Definição de data-base.
– Regulamentação da negociação coletiva.
– Diretrizes de planos de carreira.
– Retirada de projetos no Congresso Nacional que prejudiquem os trabalhadores públicos
– Cumprimento por parte do governo de acordos e protocolos de intenções firmados em processos de negociação
– Antecipação da parcela de reajuste prevista para janeiro de 2015 para 2014.
– Reajuste dos benefícios: auxílio alimentação plano de saúde.




















