No dia 20 de fevereiro, as entidades que representam os AFRFBs em São Paulo se reuniram na sede social da Unafisco Associação para discutir estratégias de atuação contra o projeto de instalação de catracas eletrônicas no edifício-sede do Ministério da Fazenda. A APAFISP foi representada por sua presidente, Margarida Lopes de Araújo. Também estiveram presentes o presidente da DS/SP, Luiz Fuchs; o diretor de Finanças e Administração, Agostinho José Alves; e o vice-presidente, Rubens Nakano, o presidente e o vice-presidente da Unafisco Associação, Édison Staibano e Luiz Fernando Hornstein; e a presidente do Sindifisp-SP, Nely Pereira.
A reunião foi preparatória para o encontro com o Subsecretário de Planejamento, Orçamento e Gestão do Ministério da Fazenda, Laerte Dorneles Meliga. O subsecretário receberá as entidades na próxima quinta-feira, 26/2, em Brasília, para debater o problema das catracas.
De acordo com o presidente da DS/SP, Luiz Fuchs, “os auditores de São Paulo estão unidos em torno da defesa de sua dignidade e autoridade. A DS/SP, a APAFISP, Unafisco Associação e o Sindifisp-SP consideram da maior gravidade qualquer cerceamento ao acesso ao local de trabalho imposto à autoridade fiscal tributária e aduaneira do País.
Quanto ao argumento de aumentar a segurança do edifício, que tem sido usado para justificar a implantação das catracas eletrônicas, a presidente da Apafisp, Margarida Lopes de Araújo, afirmou: “se a catraca é instrumento de segurança, não são os auditores-fiscais que representam riscos. Pelo contrário, somos autoridades de Estado e defendemos a Instituição”. A presidente do Sindifisp-SP, Nely Pereira, completou: “Não somos contrários à segurança no prédio, mas a administração deve encontrar outra alternativa. É muito importante a atuação conjunta entre as entidades para resolver essa questão”.
Crachás
O problema da identificação dos AFRFBs vai além do projeto das catracas eletrônicas. As entidades combatem a necessidade de qualquer tipo de crachá para auditores-fiscais entrarem em seus locais de trabalho. Segundo o presidente da Unafisco Associação, Édison Staibano, é preciso o reconhecimento definitivo da carteira funcional como um documento aceito em todos os locais. Sob o mesmo ponto de vista, Luiz Fuchs questionou: “Como um crachá pode ser mais seguro do que nossa carteira funcional, que é um documento feito pela Casa da Moeda?”
















