Com uma só decisão, o Senado aprovou oduas propostas que aumentam ainda mais a pesada conta da Previdência. Uma delas reajusta as aposentadorias maiores que um salário-mínimo.
A outra acaba com o fator previdenciário – mecanismo que impede as aposentadorias precoces. O Congresso aprovou despesas, mas o governo diz que não tem como pagar.
A decisão está nas mãos do presidente Lula. O líder do governo, o senador Romero Jucá, disse que o fim do fator previdenciário, esse mecanismo que beneficia quem fica mais tempo trabalhando, vai mesmo ser vetado pelo presidente.
Ao participar ontem (20/5) do encerramento da XIII Marcha em Defesa dos Municípios, o presidente lamentou o resultado da votação no Senado, que representou uma derrota para o Planalto. Vocês viram, agora, a votação do fator previdenciário. Tem gente que acha que ganha voto fazendo isso, afirmou Lula para uma plateia de prefeitos, sem esconder a contrariedade. Na verdade, se o povo compreender o que significa isso, essas pessoas podem até não ganhar o tanto de votos que pensam que vão ganhar.
Segundo reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 21 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar a emenda que extingue o fator previdenciário, mas ainda não teria se decidido se mantém ou não o reajuste de 7,72% para as aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo. A equipe econômica quer que o presidente vete tudo, sob a alegação de que tanto o aumento quanto o fator previdenciário provocarão rombo nas contas da Previdência. Lula, porém, avalia o impacto eleitoral da medida impopular, embora diga publicamente que essa análise não pesará em sua decisão.
















