O Brasil, com sua carga tributária de 36,3% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país), ficou na vice-liderança do ranking elaborado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne 34 países), em parceria com a Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe).
O país perdeu para o Fisco da Argentina, que mordeu 37,3% de tudo o que o país vizinho produziu – os dados são referentes a 2012, e o resultado da pesquisa foi divulgado ontem. Foram consultados dados de 18 países da região.
Embora não tenha mais a dúbia honra de estar em primeiro lugar entre os países que mais cobram impostos, o Brasil vinha se mantendo no topo do pódio ao menos desde 2000, quando a parcela do Leão era de 30,1% (contra 21,5% da Argentina).
Segundo a OCDE, a proporção dos impostos em relação ao PIB na América Latina e no Caribe cresceu de modo significativo nos últimos 20 anos: de 13,9% em 1990, passou a 20,7% em 2012.
A proporção, no entanto, ainda é menor que a média observada entre os países-membros da OCDE (34,6%).
R$ 100 bi em 2014
Só neste ano, até a última quinta-feira (16), o brasileiro já pagou R$ 100 bilhões em impostos, taxas e contribuições destinados à União, aos Estados e municípios, segundo dados divulgados pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
O montante foi atingido mais cedo neste ano: em 2013, esse mesmo volume de impostos só foi alcançado uma semana depois – no dia 23 de janeiro.
“A arrecadação tributária vai continuar crescendo por fatores como inflação e crescimento da economia; e também pelo corte de incentivos fiscais concedidos anteriormente, como o do IPI para automóveis”, disse o presidente da ACSP, Rogério Amato.
Dados da Receita Federal mostram que a arrecadação das receitas federais atingiu R$ 1,019 trilhão no período de janeiro a novembro de 2013.
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