A Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) enviou ofícios nesta terça-feira (dia 22) ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para se manifestar contra o termo de acordo de proposta salarial à classe, firmado entre a pasta e o Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional). Os documentos foram endereçados ao ministro Valdir Simão (confira aqui), e ao secretário de Gestão de Pessoas e Relações do Trabalho no Serviço Público, Sérgio Mendonça (veja aqui).
A Anfip alega no texto que a medida resulta de decisão de todos os órgãos colegiados da Associação e dos convencionais, além de estar embasada em parecer jurídico que concluiu ser nociva a oferta aos Auditores-Fiscais, o que resultaria em insegurança futura à classe com o fim da paridade proposta pelo Governo. A entidade nacional também afirma que foi impedida, de forma injustificada, de participar de reunião com o MPOG e o Sindifisco Nacional em 10 de março.
COERÊNCIA NA DEFESA DOS ASSOCIADOS
A Anfip afirma, em texto publicado em seu site, que se mostrou enfática na defesa da paridade entre ativos e aposentados, compromisso histórico com seus associados, referendado em consulta aos convencionais eleitos legitimamente em cada Unidade da Federação, além de ressaltar que, entre as conquistas legítimas da classe, está o direto à paridade e à integralidade da remuneração.
“A entidade atuou com responsabilidade, transparência e, acima de tudo, com respeito a todas as posições longamente debatidas na mesa de negociação, orientando o conjunto dos Auditores sobre os prós e contras da mudança na forma de remuneração. O caminho não foi fácil e a Anfip se orgulha de defender de maneira clara os interesses de seus associados”, diz a associação em seu site.
Apesar de as Assembleias Gerais terem sido encerradas nesta semana, a Anfip denota que a campanha salarial ainda não acabou. “A Anfip ampliará a luta em todos os níveis – nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário – para defender os interesses dos associados, mantendo a coerência na batalha intransigente pela manutenção da paridade e da integralidade na remuneração da maioria expressiva do seu quadro social.”
Com informações da Anfip.



















