O Dia Internacional da Mulher é uma data, sobretudo, de reflexão. A luta cotidiana por reconhecimento, integridade e igualdade soma-se às conquistas obtidas ao longo da história. O cenário, todavia, é favorável se comparado aos séculos passados, porém não chega à luz que tomamos por justiça.
De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid), as mulheres recebem em média 30% a menos que os homens no Brasil, mesmo em cargos semelhantes. A questão da violência ainda é endêmica. Dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República apontam que, de janeiro a outubro do ano passado, 38,72% sofreram agressões diariamente, ao passo que, para 33,86%, a agressão foi semanal.
Conquistas legislativas como a Lei Maria da Penha contrastam com o baixo número de mulheres em cargos políticos. Na Câmara dos Deputados elas representam apenas 9% dos parlamentares e, no Senado, 10%. Mesmo em um cenário democrático onde as mulheres representam a maior parte dos eleitores, as leis são elaboradas majoritariamente por homens.

Ao observar a situação da mulher em outros países, com realidade e cultura bastante diferentes das do Brasil, é possível chegar à conclusão de que há um processo de contestação permanente em relação ao status quo. E o questionamento, quando bem articulado, gera resultados. Um bom exemplo é a Arábia Saudita que, desde o ano passado, permite o voto e a candidatura das mulheres.
O Brasil passa por um momento que pode representar a quebra de paradigmas para as gerações futuras. As transformações iminentes no cenário político podem representar uma mudança de atitude. Que a consciência em torno dos direitos da mulher permaneça acesa em cada indivíduo, não apenas no 8 de março, mas em todos os dias. Pratique o respeito e obtenha a reciprocidade.
COMO SURGIU O DIA INTERNACIONAL DA MULHER
O ano era 1857. Um grupo de operárias de uma fábrica de tecidos em Nova York realizou uma greve no dia 8 de março, reivindicando diminuição da carga diária de trabalho, melhores salários e tratamento igualitário. A resposta foi conduzida com mãos de ferro. As manifestantes que estavam dentro da fábrica foram trancadas. Depois atiraram fogo no prédio, o que causou a morte de cerca de 130 operárias. O Dia Internacional da Mulher surgiu após convenção realizada na Dinamarca em 1910. A Organização das Nações Unidas, porém, só oficializou a data após decreto em 1975.
A APAFISP parabeniza as Auditoras-Fiscais por esse dia, em face de serem mulheres guerreiras, atuantes, profissionais exemplares, mães, esposas e filhas maravilhosas, que contribuem de forma contundente pela construção de uma sociedade justa e solidária.
APAFISP – Associação Paulista dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil



















