O evento Anfip do Futuro foi realizado na quinta-feira passada (dia 14) em São Paulo e contou com a participação de, aproximadamente, 200 pessoas, entre conselheiros e associados, tanto da APAFISP – Associação Paulista dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil – como da Anfip.
A apresentação do projeto, cuja íntegra a APAFISP divulgou em todos os canais de comunicação [e pode ser conferida aqui] ao longo das últimas semanas, ficou a cargo do presidente, Floriano Martins de Sá Neto, que dividiu o espaço com o vice-presidente de Administração, Patrimônio e Cadastro, Carlos José de Castro.
Com três fases distintas, o projeto Anfip do Futuro tem, em seu primeiro passo, a unificação dos nomes das entidades. O segundo é a unificação das receitas financeiras e, por último, a unificação do patrimônio. Floriano fez questão de ressaltar que, para a aceitação de cada um dos três passos, é necessária aprovação dos associados por meio de assembleia.
Como a primeira fase impõe mudança apenas na entidade estadual, esta precisa realizar uma assembleia para decidir aceitar ou não o projeto. As duas fases seguintes, de acordo com o projeto, geram alteração nas duas entidades, que necessitariam de aprovação em assembleias tanto na estadual quanto na nacional.
As fases do projeto são distintas e independentes. Aceitar a primeira fase não implica no aceite automático das fases seguintes. O item de mudança do nome da APAFISP para “Anfip-SP” está na pauta da Assembleia Geral da APAFISP, que será realizada no dia 24 de abril.
Alocados em uma sala de eventos do hotel Nobile Downtown São Paulo, associados das duas entidades (ou somente de uma delas) participaram do evento, que teve início às 14h com transmissão ao vivo pelo Facebook. Os que não conseguiram acompanhar presencialmente e/ou durante a exibição podem fazê-lo a qualquer momento aqui. Não é necessário ter um perfil cadastrado para ter acesso.

RAZÃO DO PROJETO
Os pilares do Anfip do Futuro são: unificar, modernizar e fortalecer. Floriano ressaltou que, neste primeiro momento, apenas nome e marca seriam alterados e que, das maiores associações estaduais de Auditores-Fiscais, apenas Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo ainda não fizeram a adesão. A do Rio de Janeiro aderiu a primeira fase do projeto no fim do ano passado. “O futuro é isso: vincular a marca”, disse.
Mesmo com cerca de 200 pessoas no auditório e a transmissão pelo Facebook, o presidente da Anfip deixou espaço aberto para realizar outros eventos semelhantes para esclarecer dúvidas sobre projeto. Das entidades que aceitaram a troca de nome nenhuma avançou para a segunda fase, pelo menos por ora.
Na sequência, Floriano fez uma breve apresentação sobre mudanças institucionais na Anfip, realizadas após o que ele chamou de “diagnóstico da entidade”. A questão principal proveniente deste processo foi integrar também conceitos mais amplos da categoria, e não apenas o segmento previdenciário, que, de acordo com o próprio presidente da Anfip, tem sido enfraquecido pelos últimos governos. “Em 2007 eram 4 mil especialistas em folha de pagamento. Hoje são cerca de 400. Temos de ter em mente que a Anfip não é formada apenas por Auditores-Fiscais especialistas em Previdência, e sim em todos os tributos.”
Outro ponto ressaltado por Floriano está ligado à reforma da Previdência, que, segundo suas previsões, deve atingir também os servidores públicos aposentados. “Juntos somos fortes e podemos mudar a realidade que nos avizinha”, disse, ao relembrar que a reforma proposta por Temer em 2017 não saiu devido a uma mobilização contrária de servidores públicos e outros setores, inclusive com a participação de conselheiros da Anfip e APAFISP em palestras e Audiências Públicas para esclarecer dados sobre o tema.

IMPRESSÕES DE ASSOCIADOS
O associado Itamar Alves lembrou que a vantagem da unificação dos nomes das entidades pode evitar litispendência em Ações judiciais impetradas. Ele complementou que, para os colegas na Receita Federal, a representatividade da Anfip no Congresso foi avaliada como ótima e “a anos-luz de distância de outras entidades”.
Associada apenas da Anfip e ex-associada da APAFISP, Tânia Monteiro questionou se, com a unificação do nome, nesta primeira fase, associados apenas da Anfip poderiam utilizar a estrutura da APAFISP. Outra colocação foi relacionada à mensalidade: se ela, que está apenas na Anfip, pagaria valor maior após a unificação de receitas. Floriano respondeu que, inicialmente, a única mudança é no nome das entidades, para fortalecer a marca da Anfip nos Estados, portanto não poderiam compartilhar a utilização da estrutura. No caso das mensalidades, ele explicou que, nesta primeira fase, não haverá qualquer mudança. “Nas duas fases seguintes consultaremos, por meio de Assembleia Geral, os associados da Anfip para saber se eles querem a unificação também. É necessária a anuência dos associados das duas entidades.”
O associado e representante Edvaldo Nunes Gama afirmou que, diante do exposto na apresentação, a mudança seria, nesta primeira fase, algo benéfico, principalmente em relação ao nome. “O da Anfip tem peso e tradição”, pontuou. Mesmo diante do receio de alguns associados em relação ao projeto, Edvaldo recomendou que todos repensem com calma a possibilidade de aceitar a mudança de nome.
Com o encerramento do Evento Anfip do Futuro, o vice-presidente Executivo da APAFISP e vice-presidente de Serviços Assistenciais da Anfip, Ariovaldo Cirelo, apresentou o clube de benefícios “Anfip tem mais vantagens”, ao lado de Valéria Ximenes. Em seguida foram tiradas dúvidas sobre o Ações com as representantes do Departamento Jurídico da Anfip, doutora Aline Cristina e a assistente Illana Ferraz.




















