A ANFIP-SP – Associação dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil em São Paulo – apresenta orientações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), diante do aumento de casos de infecções por coronavírus, que causa covid-19, e pelo influenza, que causa gripe (em especial a H3N2), que representam risco em especial para população acima dos 60 anos.
Com a vacinação em andamento em todo território nacional, quase 70% da população está com as duas doses tomada, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal. O dado é importante já que as vacinas reduzem as chances de quadros mais graves quando a pessoa é infectada por um ou os dois vírus simultaneamente, na chamada “flurona” (junção de “influenza” e “coronavírus”).
O que diferencia no tratamento das duas patologias (ou seja, quando a pessoa já está infectada) é que, no caso da influenza, inclusive quando causada pela H3N2, há medicamento com nível aceitável de eficácia, o fosfato de oseltamivir. Também conhecido como Tamiflu, é indicado apenas em casos que podem vir a se tornar graves, já que os efeitos colaterais que atingem o sistema gastrointestinal.
IMPORTANTE: As orientações aqui prestadas são apenas a título de informação para casos gerais. A pessoa que apresentar sintomas como coriza, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor de cabeça, fraqueza, que são comuns tanto na covid quanto gripe, deve procurar orientação médica.

Confira abaixo as orientações da SBI:
. Busque o diagnóstico
A testagem é importante para detecção adequada. O ideal é passar por um exame capaz de detectar vírus (ou partes dele, como o material genético), como os testes de PCR e hibridação (film-array), que podem ser utilizados tanto para detecção da covid-19 quanto da gripe.
. Faça o isolamento
A transmissão do coronavírus e da gripe acontece por meio de gotículas e aerossóis de saliva, que saem do nariz e da boca de alguém infectado e invadem o organismo dos indivíduos que estão num mesmo ambiente. A melhor maneira de resguardar as outras pessoas, portanto, é evitar o contato com elas.
. Avise seus contatos próximos
O terceiro passo da lista é ligar ou mandar uma mensagem para as pessoas com quem teve interação durante os 14 dias anteriores ao diagnóstico positivo de covid-19 ou gripe. Muito provavelmente, a infecção já estava presente antes de os sintomas iniciais (como tosse, dor de garganta, febre, mal estar e dor no corpo) se desenvolverem.
. Monitore os sintomas
Na maioria das vezes, os incômodos iniciais da covid-19 e gripe, como febre, tosse, cansaço, dor de garganta e desconforto, tendem a melhorar com o tempo. Fique de olho em todos os sintomas durante o período de isolamento e procure ajuda profissional caso eles piorem (ou surjam manifestações novas e inesperadas).
. Repouse e capriche na hidratação
Os especialistas pedem muita atenção com os anúncios de tratamentos e receitas caseiras para “curar” a covid. A maioria dessas intervenções sequer foram avaliadas em estudos científicos e não são recomendadas pelas agências de saúde nacionais e internacionais.
. Tome a vacina após a recuperação
Os imunizantes são indicados inclusive para quem já teve covid-19 e/ou gripe, pois eles são uma maneira segura e efetiva de estimular o sistema imune e aumentar o nível de anticorpos. Mas a aplicação da vacina não deve acontecer em indivíduos que testaram positivo recentemente: a orientação do Ministério da Saúde é contar 30 dias a partir da data de início dos sintomas (ou do resultado positivo do exame) para, aí sim, receber a dose.
Aguardar esse tempo é apenas um cuidado extra para maximizar a resposta do sistema imunológico e garantir o máximo de proteção contra novos quadros de covid no futuro. E essa recomendação vale para qualquer etapa do esquema vacinal: se chegou a data de você tomar a primeira, a segunda ou a terceira dose e testou positivo, aguarde o tempo preconizado de 30 dias antes de ir ao posto de saúde.
As orientações indicadas para estas situações específicas somam-se aos cuidados que anunciados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde o início da pandemia, em 2020, tais como:
. Uso correto de máscara;
. Lavar as mãos com água e sabão e usar álcool gel 70% (lembrando que o álcool em gel não é recomendado para limpar sujeira visível);
. Não tocar olhos, boca, nariz e ouvidos com mãos sujas;
. Cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir com o antebraço ou lenço descartável;
. Evitar aglomerações e também ficar em locais públicos fechados;
. Manter ambientes bem ventilados; e
. Não compartilhar objetos pessoais.
Fonte: BBC Brasil



















