A Anfip realizou ontem (quinta-feira, dia 23) uma live, mediada pelo presidente da entidade, Vilson Romero, e o presidente do Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, além do diretor da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), João Paulo Ribeiro, que abordaram os desafios da negociação e os possíveis cenários de reajuste diante do quadro de aperto das contas públicas.
A proposta apresentada pela Secretaria de Gestão de Pessoas e Relações do Trabalho (SEGRT), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), oferece reajuste salarial de 7,8%, a partir de março de 2023, e aumento de 43,6% no valor do auxílio alimentação.
As entidades apresentarão a contraproposta em reunião com o Ministério da Gestão, que está prevista para a próxima terça-feira (dia 28). Segundo Rudinei Marques, o documento está sendo produzido e será considerada a disposição orçamentária estabelecida pela Lei Orçamentária Anual (LOA). O reajuste linear aprovado será válido para os servidores ativos, aposentados e pensionistas.
“Os servidores que compõem o Fonacate atuam na base do Tesouro, Orçamento e Planejamento, os cálculos já estão feitos. A expectativa é de que a proposta de 7,8%, em março, possa chegar a pelo menos 10%, a partir de maio. Porém, vamos tentar avançar o máximo possível”, informou Marques.
Vilson Romero destacou a importância da atuação unificada para garantir a reposição das perdas inflacionárias, acumuladas em 27%, tanto para os servidores das Carreiras Típicas quanto para os do Plano de Classificação de Cargos e Salários (PCCS), estes representados pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), que também integra a campanha salarial.
Para o presidente do Fonacate, o ideal é que o aumento seja efetivado por meio de Medida Provisória, pois entra em vigor imediatamente, diferentemente de projetos de lei, que devem ser votados em comissões e no Plenário.
Confira a transmissão completa na TV ANFIP (aqui).
EDIÇÃO: O Fonacate protocolou no dia 24 de fevereiro, no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a contraproposta de reajuste salarial emergencial e do auxílio alimentação para 2023. As entidades pedem ao governo um reajuste de 13,5% a partir do mês de março e a equiparação do auxílio alimentação com os demais Poderes até o final de 2026.
* Com informações da Anfip



















