A APAFISP – Associação Paulista dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil –esteve presente na Audiência Pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na qual foram discutidos os impactos da Reforma Administrativa. O evento foi organizado pela Deputada Estadual Professora Bebel (PT) no dia 17 de setembro, em atendimento à solicitação do Movimento Paulista em Defesa do Serviço Público.
O Movimento é composto pelas Delegacias Sindicais do Sindifisco Nacional de Piracicaba, São Paulo e Grande ABC, juntamente com outras entidades representativas. A iniciativa busca fortalecer a articulação contra a proposta e ampliar o espaço de diálogo sobre os riscos que ela representa.
A audiência também teve como propósito alertar a sociedade sobre as consequências da reforma em tramitação no Governo, defender a qualidade e a legalidade dos serviços públicos e esclarecer as mudanças previstas, que podem provocar um profundo retrocesso e enfraquecimento do Estado brasileiro.

A Diretora de Assuntos Parlamentares do Sindifisco Nacional e de Assuntos Parlamentares e Relações Intersindicais da DS-SP, Auditora-Fiscal Patrícia Fiore Cabral, disse que o Sindifisco Nacional está acompanhando de perto no Congresso o relatório que ainda não foi publicizado, e que inclusive tem realizado reuniões com o Deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), relator da reforma.
“Enfrentaremos essa reforma com determinação, por meio da mobilização dos colegas, da união de servidores de diferentes esferas e da atuação parlamentar. Utilizaremos todos os meios para impedir a redução de direitos dos servidores e a precarização dos serviços públicos. A arrecadação do Estado é sólida e suficiente para garantir um serviço público de qualidade”, destacou.
A Auditora-Fiscal Cynthia Pereira Prada, Presidente da DS Piracicaba e representante do Movimento Paulista em Defesa do Serviço Público, também integrou a mesa da audiência e defendeu a relevância da estabilidade dos servidores.
“Sem estabilidade, o servidor público – que serve ao Estado e não a governos – fica vulnerável a pressões de diferentes setores. Nessas condições, para manter o emprego, pode acabar cedendo a essas pressões, o que compromete o atendimento à sociedade e favorece a propagação da corrupção”, afirmou.
A presidente da APAFISP, Assunta Di Dea Bergamasco, prestigiou o debate acompanhada dos diretores Luci Marta de Souza (Finanças) e Ariovaldo Cirelo (Política de Classe e Interesse Fiscal, além da conselheira fiscal Jamile Jabra Malke.
* Com informações da DS São Paulo do Sindifisco Nacional




















