A malha fina da Receita Federal chegou aos negócios. Com uma estratégia bem definida, foca nas pequenas empresas, tenta a autorregularização e, assim, abre espaço para uma maior fiscalização do órgão nos grandes contribuintes. Aqui no Estado, o alvo é formado por 413 companhias que declaram pelo Simples Nacional e têm débitos de R$ 8 milhões com a União.
O procedimento funciona no mesmo esquema da malha fina dos contribuintes pessoas físicas do Imposto de Renda. Ao declarar no portal do Simples, receberá um alerta sobre a necessidade de regularização de suas contas com a Receita. Os débitos são relativos a declarações de valores devidos inferiores aos informados, como pagamentos recebidos de cartões de crédito e os feitos ao governo por meio do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo, diz o superintendente regional Paulo Renato Paz (foto).
As informações já estão no ar, e o prazo para o acerto de contas vai até o final do ano. Se o contribuinte não tentar acertar o pagamento do imposto devido, será autuado, afirma Paz.
Nos primeiros nove meses do ano, a arrecadação da Receita no Estado está com crescimento nominal (sem descontar a inflação) de 8%, pouco acima dos 7,7% do país. A causa do pequeno crescimento não é tanto a desaceleração da economia, argumenta Paz, mas o peso das desonerações decididas pelo governo, como IPI menor e a relativa à contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento de vários setores.
A partir de amanhã, 500 expositores de nove países estarão reunidos em Caxias do Sul na Mercopar. Na edição do ano passado, a feira de subcontratação e inovação industrial fechou negócios de R$ 135 milhões, dos quais R$ 25 milhões relativos às rodadas de negócios.
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